Não, isso não é comida pra robôs como nos desenhos animados que assistimos. É isso que está presente cada dia mais na nossa alimentação.
Vamos tentar inicar o ciclo alimentar: comemos a salada - plantada na terra - que recebe todo tipo de lixo (restos alimentares, vidros, plásticos, papel, material orgânico em geral) mas também mouses, placas-mães, hd´s, memórias, no-breakers, etc... Que nós não separamos.
Estamos todos muito preocupados com a reciclagem de lixo, essa é a palavra de ordem, reutilização das garrafas pet - até vi um sofá feito desse material - a reciclagem do papel, que tem contribuído muito para o meio ambiente.
Mas o que fazer com o lixo eletrônico? Como saber se aquele equipamento realmente não funciona mais? Ou se o mesmo apenas não atende mais as suas necessidades?
O que você faz quando tem uma roupa que não te serve ou que cansou de vestir? e aquele sapato, ou seu livro, sofá, e até mesmo sua bicicleta velha?
Você já parou pra pensar que seu lixo eletrônico ainda pode servir pra alguém que não tenha condições de comprar um novo?
Inclusão Digital também é palavra de ordem.
E já que estamos sempre preocupados em preservar nosso meio ambiente (certa vez vi numa blusa de meu irmão a frase "chega de meio ambiente, lute por um inteiro"). É isso, talvez tenha chegado a nossa hora. Já que nos preocupamos tanto com o nosso habitat, mas não deixamos de andar de carro ou moto, não separamos nosso lixo, e nem de usar aquele produto aerosol com CFC (Clorofluorcarbono), precisamos tentar equilibrar essa balança.
Li numa reportagem interessante na área de tecnologia do UOL, que para se fabricar um desktop de 17 polegadas são gastos em torno de 1.500 litros de água, 22 quilos de produtos químicos, 240 litros de combustíveis fósseis e 1.800 quilos de componentes.
Ufa, é muita coisa não? E depois? Na hora de descartar esse produto o que fazer? Já temos centro de reciclagem de material eletrônico? Devo deixar ele em casa o resto dos meus dias?
O que é reciclagem? Reaproveitamento de material como matéria-prima pra um novo produto. Bem, ainda não é isso que se propõe, mas sim sua reutilização, de forma consciente, para contribuir ainda mais com nosso patrimônio maior, nossa Terra.
